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Por que algumas Igrejas não crescem?

“Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento” (1Co 3.6).

              Já tem mais de vinte anos que eu tenho o privilégio de pregar a Palavra de Deus e também de liderar diversas igrejas. Durante esses anos, também tenho refletido e lido alguns livros sobre o crescimento numérico das igrejas. Quero ressaltar que não acredito que o crescimento numérico seja o único fator que atesta a aprovação divina sobre uma igreja local. Assim como a semente de um morango pode produzir uma linda lavoura de morangos, a semente de um espinheiro também pode crescer mais ainda. No entanto, se o crescimento numérico não é único meio de receber o carimbo de Deus, a falta de crescimento também não agrada ao Senhor.

          Desde o Gênesis, na criação de todas as coisas, Deus ordenou que a natureza produzisse frutos (Gn 1.11), que as águas produzissem as suas criaturas (Gn 1.20), e que os peixes se multiplicassem. Ao ser humano o Senhor disse: “Frutificai, e multiplicai-vos…” (Gn 1.28). José era um ramo frutífero (Gn 30.24; 49.22) e o povo de Israel quanto mais sofria, mais crescia (Ex 1.12). Quem diria que o carpinteiro de Nazaré arrastaria multidões após si? (Mt 9.35-36). Jesus é o modelo por excelência de crescimento, pois Ele é o fundamento, o fundador e Aquele que edifica a Sua Igreja, e as portas do inferno não prevalecem contra ela (Mt 16.18).

          A igreja primitiva cresceu tanto que o autor praticamente perdeu as contas de quantas pessoas receberam a Jesus. Eram 120 (At 1.15) que se transformou em um grupo de quase 3 mil pessoas (At 2.41). O crescimento era diário (At 2.47) e o número chegou a quase 5 mil (At 4.4). Daí em diante, Lucas, o autor de Atos dos Apóstolos usou expressões como “multidão dos que criam” (At 4.32), “crescendo o número de discípulos (At 6.1), “se multiplicavam” (At 9.31), “grande número creu e se converteu ao Senhor” (At 11.21), e “a palavra de Deus crescia e se multiplicava” (At 12.24).

          Diante de tamanho crescimento, as perseguições começaram, mas as pessoas de fora também defendiam a causa do Evangelho. Gamaliel, o doutor da lei, disse: “deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la” (At 5.39). Os tessalonicenses declararam: “Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” (At 17.6). O apóstolo Paulo reafirma os ensinos de Jesus sobre o crescimento da igreja (Ef 2.20-22; 4.15-16). Para Paulo, a obra de Deus não cresceu, como se fosse coisa do passado. Ela também não crescerá, apenas como uma esperança do futuro. A igreja “vai crescendo” (Cl 2.19), em um processo maravilhoso de crescimento.

          Costumamos usar bastante o texto de 1Coríntions 3.6 para justificar: “Irmãos e irmãs, quem dá o crescimento é Deus”. Bem, isso está correto, pois é exatamente isso que diz o texto bíblico. No entanto, muitas vezes nos escondemos na parte final do versículo, esquecendo que ele é um resultado da parte inicial do texto. Deus dá o crescimento para uma semente que foi plantada e foi regada. Dito de outro modo, Deus só dá o crescimento quando tem um Paulo plantando e um Apolo regando.

          Apesar da obviedade, por meio dessa reflexão podemos refletir, a partir desse momento, porque uma igreja não cresce. Quero dar alguns motivos práticos.

 

  1. Uma igreja não cresce quando a Palavra de Deus não é semeada no coração do pecador – Foi Jesus quem disse que a Palavra é uma semente (Lc 8.11) e que a terra é o coração do ser humano. E foi ele também quem falou que o resultado do fruto dependerá da qualidade da terra (Lc 8.12-15). Paulo foi um plantador de igrejas. Ele semeou a semente do Evangelho por diversas cidades e regiões e todos os que habitavam na Ásia Menor ouviram a palavra de Deus (At 19.10).

          Deus está à espera de novos “Paulos” que lancem a semente para que Ele efetue o crescimento. A Palavra de Deus precisa ser o centro da vida do crente, o centro do ministério do pastor e o centro da liturgia no templo. O culto precisa ter um tempo de qualidade reservado à exposição bíblica. Alguém disse que “sermõezinhos”, produzem “cristãozinhos”. Como vai o púlpito assim vai a igreja e a igreja nunca será maior que seu púlpito. Não tem como reclamar que o povo é frio se o altar é gelado. John Wesley disse: “Ponha fogo no seu sermão ou ponha seu sermão no fogo”.

          Perguntemos a um lavrador do que adiantaria se tivéssemos a melhor terra, com todos os recursos agrícolas e tecnológicos, e tivéssemos todos os funcionários para as mais diversas funções e ainda tivéssemos todos os maquinários para a produção da lavoura, se a semente não fosse lançada na terra. Jesus disse que “a terra por si mesma não frutifica” (Mc 4.28). O Senhor deixou claro que “se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só. Mas, se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Jesus foi a semente divina que morreu, mas, ao terceiro dia, ressuscitou, e está vivo para sempre (Ap 1.18).

 

  1. A igreja não cresce quando não tem alguém para regar a plantação – Somos comparados como lavoura de Deus (1Co 3.9). Essa lavoura se tornou lavoura porque um Paulo plantou a semente, mas um Apolo regou e por isso ela permanece frondosa e produzindo frutos. Regar a lavoura de Deus significa realizar semanalmente um culto de estudo da Palavra de Deus. Chamemos de “Culto de Doutrina” ou de “Culto da Palavra”, mas é o momento onde a igreja recebe o alimento do céu através da vida do pastor. Regar a lavoura de Deus significa fortalecer e apoiar a Escola Dominical, despertando toda a igreja para essa grande universidade.

          No Salmo 65.9-10 a Bíblia diz que Deus rega a terra para que ela produza os seus frutos. Tanto o pastor quanto os membros precisam realizar essa tarefa de regar a lavoura de Deus através do discipulado, das visitas aos enfermos, dos estudos bíblicos e das orações e jejuns. Sobre seu povo, comparado à lavoura, Deus diz: “a cada dia, regarei” (Is 27.3). Apolo era eloquente e poderoso nas Escrituras (At 18.24). Ele regava a plantação de Deus com fervor de espírito e ensinava com excelência (At 18.25).

 

  1. A igreja não cresce quando falta humildade para reconhecer que tudo provém de Deus – “Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento” (1Co 3.7). Da mesma forma que temos que reconhecer que precisamos de Paulo para plantar e de Apolo para regar, também precisamos de humildade para reconhecer que sem a ajuda de Deus nada acontece. Jesus disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15.5).

          O problema está quando o que planta ou o que rega pensa que é alguma coisa. “Pelo que nem o que planta é alguma coisa”, disse Paulo. Ele reconhecia que havia trabalhado e que Apolo também entre outros obreiros tinham realizado uma grande obra para Deus. No entanto, Paulo tinha uma clara consciência de que Jesus é quem dá o crescimento à sua Igreja. O crescimento numérico de uma igreja pode levar um líder a também ter um crescimento em termos de vaidade, soberba e pensar que foi ele quem fez tudo. É a síndrome de Nabucodonosor que disse “não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei com o meu poder?” (Dn 4.30). Quando o povo quiser dar glórias a um líder, esse líder não pode fazer papel de Herodes, e aceitar e em seguida pagar um preço alto (At 12.21-23). Temos que exercer o papel dos seres angelicais que dizem: “Adora a Deus” (Ap 22.9).

 

Palavras finais

          Que Deus nos ajude a refletir sobre essa mensagem bíblica. Deus quer que Jesus seja glorificado através do crescimento saudável da igreja, comprada pelo sangue do Cordeiro, colocada no mundo como a agência do reino de Deus para proclamar as boas novas do Evangelho. Que sejamos nós os atuais “Paulos” e “Apolos” desta geração. E que, tais quais eles, plantemos, reguemos, mas reconheçamos que o crescimento é Deus que dá. Que Deus abençoe sua vida.

 

 

Pr. Jonas José.

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Joubert Dias
Joubert Dias
15 dias atrás

Cirúrgico meu pastor!

Quem Escreve?

Jonas José é pastor, escritor e Doutor em Teologia.

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contato@pastorjonasjose.com

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